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09/05/2006
Estudo científico do HSC vence Prêmio Saúde Oncologia América Latina
Trabalho apresenta técnica inovadora para tratar efeito colateral de remédios usados no controle das metástases ósseas

São Paulo -- Estudo realizado pela equipe da Unidade de Oncologia Clínica do Hospital Santa Catarina, da capital paulista, foi um dos vencedores do 1º Prêmio Saúde Oncologia América Latina, promovido pela Aguilla Saúde, reconhecida entidade que desenvolve trabalhos na área. A pesquisa desenvolvida pela equipe do hospital prevê um tratamento inovador para o efeito colateral provocado pelos bisfosfonatos, medicamento fundamental para controle e tratamento das metástases ósseas, e também utilizado em casos de osteoporose. Nos últimos dois anos, foram identificados vários casos de necroses ósseas bucais em portadores de câncer com metástase óssea. Além de eliminar o problema e assegurar a qualidade de vida do paciente, a nova técnica não exige a interrupção do tratamento da doença.

Mais de 170 equipes de todo a América Latina inscreveram-se no prêmio, em duas categorias: trabalhos científicos e projetos sociais. Foram selecionados dez finalistas de cada categoria e no último dia 4 de maio ocorreu a premiação. A comissão julgadora formada por renomados profissionais de todo o continente definiu cinco vencedores em cada categoria. Cada um dos premiados recebeu US$ 5 mil para ser reinvestido no próprio trabalho. 

“A premiação foi muito bacana. A comissão julgadora era de alto nível e os trabalhos inscritos são muito bons”, diz o oncologista Marcelo Oliveira dos Santos, diretor do setor de oncologia clínica do Hospital Santa Catarina, que dedicou a premiação ao aniversário de 100 anos da instituição, comemorado este ano. “O prêmio foi uma ótima oportunidade de integração dos profissionais da área da oncologia. Cada vez mais o tratamento necessita de um trabalho multidisciplinar”, continua o estomatologista, dentista especializado em doenças da boca, Marcos Martins Curi, um dos autores do trabalho. “E mostra como o Hospital Santa Catarina veio se fixar como um centro de assistência ao paciente oncológico e de pesquisa na área”, ressalta. 

O trabalho - A nova técnica sugerida pelos especialistas do Santa Catarina pressupõe a intervenção de uma equipe multidisciplinar composta por oncologista e estomatologista. A pesquisa preconiza a prevenção e, caso ela não seja suficiente, a realização de uma intervenção cirúrgica que elimina as necroses ósseas. “A expectativa de vida dos pacientes oncológicos é cada vez maior. Precisamos garantir sua qualidade de vida”, explica Oliveira dos Santos.

No tratamento, o estomatologista Marcos Martins Curi, propõe a remoção do osso necrosado e a aplicação de PPR, sigla de Plasma Rico em Plaquetas, um fator de crescimento natural do organismo humano feito com sangue do próprio paciente. Mas a prevenção também tem papel importante na nova técnica. Enquanto o oncologista avalia a necessidade do uso do medicamento, o estomatologista toma as medidas necessárias para prevenir e tratar as conseqüências do uso do remédio.

Os resultados são realmente animadores. “Nosso trabalho mostra 12 casos tratados e apenas um não evoluiu satisfatoriamente”, revela Curi. “Todos os outros apresentaram cura e recuperação completa. Os pacientes voltaram à vida normal sem precisar interromper o uso da medicação e o tratamento contra o câncer.” O estudo será publicado na revista científica International Journal of Oral and Maxillofacial Surgery.

Paradoxo - Além do tratamento de metástases ósseas, os bisfosfonatos, associados à suplementação de cálcio e vitamina D, são usados em prevenção e tratamento de osteoporose. “São substâncias muito importantes para controle da dor e melhora da massa óssea”, explica o oncologista Marcelo Oliveira dos Santos. “Eles inibem a ação dos osteoclastos, células que destroem as matrizes ósseas, e estimulam os osteoblastos, células que aumentam a massa óssea. Entre esses medicamentos estão ácido zoledrônico, pamidronato, clodronato e alendronato, esses últimos empregados no tratamento da osteoporose.”

Em oncologia, quando usados na forma injetável, eles têm finalidade analgésica e, adicionalmente, diminuem o índice de fraturas ósseas e reduzem a necessidade de tratamentos radioterápicos. As metástases ósseas podem ocorrer em vários tipos de tumores. Estatísticas médicas mostram que entre 70% e 80% dos casos de câncer de mama metastático se manifestam nos ossos.

Apesar de benéficos para tratamento clínico, os bisfosfonatos podem provocar alterações na maxila e mandíbula, com exposição e necrose de ossos dos alvéolos dentários, locais onde se fixam os dentes. “É um paradoxo, mas a realidade é que o medicamento tem esse efeito colateral na boca”, continua o oncologista do Santa Catarina. “O melhor é que podemos prevenir e tratar essa complicação. É essencial que o paciente seja acompanhado por uma equipe multidisciplinar”, garante Oliveira dos Santos.  “O importante nessa modalidade terapêutica é sempre que possível não interromper o tratamento oncológico e, ao mesmo tempo, atuar de forma preventiva em todos os pacientes”, diz o estomatologista Marcos Martins Curi.

 

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