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18/07/2002
O mercado de ebusiness no Brasil
por Rogério Bravim

A internet no Brasil oficialmente existe desde 1995, porém as primeiras formas de negócios só começaram em 1998. Neste contexto, tanto os que fazem como os que usam internet estão aprendendo a usar seu potencial. À primeira vista parece que tudo anda muito lentamente, mas a verdade é que tudo está mudando e crescendo rapidamente.

O fato é que os negócios gerados exclusivamente pela internet ainda são bastante modestos. No entanto, isto não quer dizer que a internet deve ser desprezada. A verdade por vezes esquecida, é que a Internet é uma ferramenta, um suporte aos negócios e quando falamos neste tom, podemos sem dúvida dizer que a internet e suas relações com os negócios já estão tendo bastante influência nas empresas que conseguem enxergar o fator competitivo que a internet proporciona.

No mundo empresarial, quando falamos de negócios e internet, estamos nos referindo ao termo e-business, quem em uma tradução livre seria algo como negócios eletrônicos ou do mundo digital.

Neste mundo de e-business, gostaria de salientar um ponto importante que às vezes é esquecido e muitas vezes desvalorizado por nós brasileiros: ao contrário do que muitos pensam o Brasil é primeiro mundo em internet business, não em termos quantitativos, mas sim no aspecto qualitativo.

Esta qualidade do e-business no Brasil pode ser percebida nas comunidades virtuais e pelas cabeças pensantes que estão aí disponíveis na própria internet.

Para tornar esta inteligência de e-business em dinheiro, falta aos empreendedores colocar esta gente competente para interagir ou apoiar os negócios dentro de suas empresas. Ou seja, as empresas devem estar atentas que existe gente competente em e-business que por força da tradição está ligada à área de tecnologia da informação. Na verdade precisam atuar junto com as principais áreas de negócios, que são vendas, marketing e promoção, além de trabalhar mais perto das outras importantes áreas de suporte, que são finanças e cadeia de suprimento.

O grande equívoco até agora cometido é pensar que só com internet se faz dinheiro.

Claro que passamos pelo menos nos últimos dois anos momentos bastante complicados para nossa economia, principalmente no segmento da comunicação, que tem um parentesco muito próximo com a internet. Neste contexto soma-se incerteza num cenário político de eleições majoritárias, o que confunde e coloca em xeque a real importância da internet nos negócios.

Outro grande equívoco é pensar que a internet brasileira tanto em produção como em consumo seja inferior à dos países do hemisfério norte, seja ocidental ou oriental. Para isto, digo sem medo de errar: ledo engano, repito para dar ênfase, ledo engano. O Brasil tem um grande potencial de mercado de internet.

Na verdade, estamos caminhando muito bem no desenvolvimento da internet brasileira, tanto em infra-estrutura como em alfabetismo digital ,e logo logo, colheremos lindos frutos desta revolução silenciosa.

O que acontece quando você vai ler os números de estatísticas sobre a internet no mundo, especialmente quanto ao potencial do Brasil ?

Acontece que há novamente um equívoco na leitura e interpretação destes números. Quase a totalidade destas estatísticas são de natureza quantitativa. Neste aspecto o Brasil parece ser menos importante, mas se olharmos uma pesquisa qualitativa certamente se verá uma realidade mais positiva.

Os fatores que influenciam para uma visão inadequada do mercado de internet no Brasil são basicamente três. Primeiro, as grandes corporações que têm maior poder de investimento são multinacionais que seguem cartilhas de modelos de suas matrizes, e isto coloca nossa gente de mãos atadas – o famoso discurso “pense globalmente e aja localmente” na prática não acontece.

Segundo, as empresas que se esforçam em ações de e-business são empresas pouco capitalizadas e sofrem da síndrome da pulverização, e na prática se canibalizam – e a falta de capital é fruto de uma política exagerada de investimentos na internet baseada numa grande expectativa e posterior frustração, pela então quase inevitável ignorância dos envolvidos.

Terceiro, a vaidade do pessoal de tecnologia da informação, que se acha dono do e-business, ao invés de aproximar-se das áreas de negócios, especialmente com gente de marketing. Nesta relação, os profissionais de TI (tecnologia da informação ou informática) tentam isoladamente impor métodos sistêmicos que geralmente comprometem o sucesso, custam caro e pouco retorno é conseguido, o que gera frustração e inibição quanto a novos investimentos. Para resolver isto, a solução é muito simples: impor uma política de colaboração entre as áreas de suporte e de negócios. A única coisa que precisam é trabalhar juntas para unir métodos com negócios.

No entanto, e apesar dos fatores citados, nada disto impedirá que o amadurecimento aconteça: a sobrevivência não apenas das empresas nacionais depende disto como também o das multinacionais, que precisam justificar seus custos, e aí inevitavelmente será concedida a necessária abertura das rígidas políticas corporativas para nossa gente adequar o e-business ao nosso mercado de internet, sim, à nossa realidade aqui no Brasil. Quanto aos vaidosos, serão obrigados a seguir as novas estratégias políticas determinadas pelo alto comando das empresas e suas vaidades serão superadas.

Mas o mais importante a se observar é que pela primeira vez na história o Brasil tem a oportunidade de estar lado a lado como os chamados países do primeiro mundo. E, ainda diria mais, temos sim uma real chance de assumir a frente neste mundo digital. Quem apostar no contrário certamente perderá não só a aposta como muito dinheiro. Num futuro próximo, o e-business é o que distinguirá os que fazem dos que comem poeira. Cuidado, pois nós estaremos fazendo poeira.

Sobre o Autor: Rogério Bravim, consultor de e-business e CEO da Sys7 International System (www.sys7.com.br), é Administrador Profissional, Pós-Graduado em Marketing e Propaganda, Gerente de Projetos em Tecnologia da Informação e Consultor de Negócios. Trabalhou por seis anos como Consultor exclusivo na Philips do Brasil e Walita. Atualmente tem se dedicado aos estudos relacionados à internet, especialmente e-business e marketing digital.
      
(publicado em Allameda a 18/07/2002)

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