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21/08/2002
A Síndrome da Correção e o site que não sai
por Mauricio Bonas

Muitas vezes os executivos se vêem enrascados ao tentar publicar seus sites, enewsletters ou até páginas de produtos por se apegarem a detalhes. Embora por vezes um detalhe possa ser até mais importante que o “todo” onde ele se insere, para tudo há limite.

Melhor dizendo, para quase tudo. Tenho acompanhado com desgosto a verdadeira epidemia de Síndrome de Correção que assola empresas com sites na rede. Os infectados por essa doença que deriva diretamente da Ânsia do Detalhismo são, a maior parte das vezes, grandes empresas com seus intermináveis departamentos, gerências, diretorias, vice-presidências e presidências preocupadíssimos com o que será levado ao ar a respeito de seus negócios, serviços & produtos.

Normalmente esse tipo de empresa contrata os serviços dispendiosos de empresas ou de especialistas como eu para colocar seus conteúdos no ar e para definir a forma e o timing das publicações. Isso deveria ser o bastante para que seus executivos se sentissem confortáveis quanto ao material publicado, mas o que acontece é o contrário.

Ao ter quem sabe fazer bem o serviço, começam a se ater a detalhes de diagramação de páginas, muitas vezes destruindo excelentes layouts, e a partir daí querem cada texto reescrito ad infinitum. Nesse meio tempo, “descobrem” que um assunto já não é tão importante, e então aquele texto corrigido por cinco ou dez vezes é jogado fora, substituído por outro assunto – e o processo de correção recomeça.

Nesse passo, se o objeto de ataque da Síndrome de Correção é uma enewsletter, o conteúdo pode ser substituído tantas vezes que a edição semanal se transforma em quinzenal ou pior. No frigir dos ovos, isso destrói alguns dos pilares sobre os quais se assentam publicações, na web ou fora dela.

Os executivos que têm sites sob suas asas precisam redobrar atenção a regrinhas básicas que andam esquecendo:

Confiança é tudo
Sites e newsletters online são veículos de mídia. Guardadas diferenças óbvias, são da mesma família que fazem parte os jornais diários. Entre tudo que liga um leitor à sua publicação predileta, nada há mais importante que a confiança depositada por ele na veracidade do site, newsletter ou jornal.

Periodicidade, coisa séria
Não importa que sua enewsletter é gratuita –ela tem de seguir religiosamente, como um jornal de banca, a periodicidade de circulação anunciada. Como você reagiria se seu jornal deixasse de chegar diariamente a sua casa? Seu leitor pensa da mesma forma: se você diz que o site tem atualização diária, todo santo dia é preciso atualizá-lo.

Pragmatismo e dead-line
É melhor se arriscar a um erro hoje, se hoje é o dia de circulação de sua newsletter, que enviá-la amanhã sem o erro. É fundamental definir um dead-line para o fechamento da publicação e, mais, ter disciplina para segui-lo. Erros podem ser corrigidos em novas edições, e é sempre simpático para o leitor um veículo que reconhece seus próprios erros. Já o atraso não soa simpático para ninguém.

A web é imperfeita
Perfeição é farsa perigosa. Sempre é possível encontrar, em qualquer coisa, algum detalhe que merece melhorias. Na internet, busca de produções perfeitas é a mais terrível armadilha: aqui, o que mais vale é a rapidez. O leitor do seu site sabe isso, e vai relevar pequenas imperfeições.

Gaste bem
Não adianta contratar serviços de profissionais de primeira linha, que são caros, se você vai “corrigi-los”. Naquilo que ele faz, o profissional contratado é bem melhor que você. Não fosse assim sua empresa não precisaria gastar com ele.

Mentir, que fria
Não vale à pena desprezar a inteligência de seu leitor falseando dados, a não ser que você queira perdê-lo. Cedo ou tarde a mentira colocada em seu site será desmascarada.

Assuma o risco
Se você faz marketing direto por email, e se os emails são de usuários honestamente auto-registrados, não se preocupe em colocar aquelas bobagens de “este email é complacente com tal lei...” Esse textinho é tradução mal-feita de coisas dos EUA que nada significam aqui. A suposta lei não existe no Brasil e “complacente” quer dizer benevolente ou condescendente, nada do que supõem os que usam o tal rodapé. E, por fim, se você usa lista de email comprada, faz spam, para que o blá blá blá?

Sobre o Autor: Mauricio Bonas, jornalista com mais de 15 anos de experiência profissional, trabalhou em veículos como Folha de S Paulo, Som3 e Jornal do Brasil. Foi também responsável pela assessoria de comunicação de companhias como Acer, Microsoft, Oracle e LG. Online desde meados dos anos 80, no início dos BBS’s, foi um dos primeiros jornalistas brasileiros a mergulhar na imprensa via internet, em 1996. Atualmente faz parte da equipe de Allameda.
      
(publicado em Allameda a 21/08/2002)

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