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23/04/2015
Se você acha que gravar CD e DVD é coisa do passado, pense de novo
<Artigo / republicação permitida desde que texto e assinatura não sejam modificados>

Por Daniel Benz*

Mercados são organismos vivos e, como tal, muitas vezes autônomos de nossos desejos. Também verdade é que a autonomia viva dos mercados nem sempre é agradável, como bem podem observar, cotidianamente, profissionais de áreas voláteis como o setor financeiro, o mercado acionário e, em grande parte, a área de tecnologia de informação.

De fato, a volatilidade em TI é um fenômeno muitas vezes desconcertante, em especial para quem não está afeito à dinâmica desse mercado. Um dos aspectos sempre surpreendentes é o da rapidez com que conceitos festejados são relegados a um suposto segundo plano. É o que observamos quando aquela grande tecnologia inovadora de ontem – que custou tempo, energia, criatividade e dinheiro para ser desenvolvida – se torna o patinho feio de hoje. Muita gente acha que isso é parte do negócio, insinuando curvas de vida cada vez mais curtas para as tecnologias. Note que usei a expressão “suposto segundo plano” e, antes, não disse que tecnologias são relegadas a ele, mas seu “conceito” – aqui entendido como sua “imagem pública”.

Isso pode soar um tanto nebuloso, mas vou tentar explicar melhor. A questão é que há um viés novidadeiro no mercado de TI que leva a crer que as soluções já dadas para determinados problemas teriam de ser revistas e reinventadas mesmo que elas tenham chegado a um lugar de excelência. Se a roda tivesse sido criada no mercado de TI, por certo a parcela do público que se fia na ideia da novidade como necessidade estaria proclamando a derrocada do círculo e sua absoluta falta de interesse.

Acontece que esse nicho crítico (e importante) do mercado às vezes não consegue enxergar muito além de certos limites, perdendo nuances fundamentais. Por exemplo, o que ocorre no mundo real é que a grande maioria das pessoas – grupo a que costumamos chamar de “o mercado” – continua usando rodas redondas em detrimento das eventuais novidades triangulares ou multiangulares.

É simples entender os por quês dessa decisão. Primeiro, porque não cabem grandes inovações a tecnologias que já chegaram a seu estado da arte – as pequenas melhorias, no chamado trabalho de formiguinha, é o que cabe a elas. Segundo, e aí é que está a grande sacada, uma tecnologia que alcançou um ponto ótimo é facilmente reconhecível e utilizável pelas pessoas, e elas criam continuamente aplicações inovadoras e surpreendentes para o que já existe.

São utilizações muitas vezes invisíveis para quem está fora da área onde se as usa, mas nem por isso menos importantes. Foi isso que quis dizer, lá atrás, ao usar a velha comparação de mercados com organismos vivos.

Vou dar um exemplo de minha própria empresa que talvez torne as coisas mais claras. A Nero AG, a partir da segunda metade dos anos 90, foi a empresa que formatou boa parte do que você já viu e usou para gravar CDs, DVDs ou Blu-rays com música, vídeo ou dados. O nome de nosso primeiro produto mundial, Nero Burning ROM, era um trocadilho que, dado seu sucesso, se tornou verbo usado em qualquer lugar do planeta – desde então se diz “queimar um CD” para explicar que algo será gravado nele. De 97 para cá quase tudo mudou, e nossos próprios produtos são absolutamente outros, mas nas suítes de edição multimídia que temos hoje o módulo de gravação de discos continua imbatível – é a velha roda aprimorada.

Esse é um dos motivos pelos quais cansei de ouvir que a Nero “estacionou” ou, pior, que opera em um mercado que já não existe. Eu particularmente não gosto de polêmica e, quando ouço coisas assim, prefiro rir em silêncio. De fato, quem o diz tem uma percepção duplamente errada de como as coisas ocorrem em mercados como o nosso. Além da volta de interesse do público por mídias analógicas – como os LPs e fitas cassete – há na mesma tendência crescimento no entusiasmo por formatos mais nobres de gravação que o MP3 e seus corolários. Isso nos afeta positivamente.

A grande novidade, porém, é que nossos softwares de gravação de CD, DVD e outros discos ópticos têm seus maiores resultados de vendas em grandes volumes, no mundo todo, para o setor militar, a indústria da defesa e segurança pública, os hospitais, o segmento farmacêutico e a área educacional, entre outras que talvez soem tão surpreendentes quanto.

Nós estamos atualmente trabalhando esses mercados por meio de uma política de Licenciamento em Volume no qual o preço unitário é um fragmento do preço “normal” de prateleira e a instalação se dá via uma única matriz – tudo por conta das grandes quantidades de programas solicitados em cada pedido desses segmentos.

E por que será que forças armadas, governos e hospitais de diversos países se interessam tanto em gravar discos ópticos? Não, eles não são ouvintes vorazes de música. A resposta é bem outra: segurança. Com o cada vez maior risco de ataques cibernéticos e roubo de dados militares, por um lado, ou de perda de controle sobre informações sigilosas de pacientes, no caso da área da saúde, a utilização de mídias offline, dotadas de proteção, é algo que se tornou vital. Não há nada ao mesmo tempo tão simples e tão seguro quanto nosso Nero Burning ROM para guardar informações críticas em discos cujo acesso a hackers, a serviços de espionagem ou similares é impossibilitado.

De olho nessa importante necessidade de segurança, que como se viu recentemente afeta até o relacionamento entre governos amigos, nós criamos uma tecnologia chamada SecurDisc, hoje em sua edição 3.0. Ela dá proteção real contra roubo, danos e cópia não autorizada de CDs ou DVDs. Gravar discos com esse seguro extra é coisa de minutos e, como ele funciona via múltiplas camadas de proteção, nem riscos ou desgate na mídia impedem a leitura dos dados para alguém autorizado. Já contra espiões,incluímos na SecurDisc criptografia com um dos mais rígidos padrões de proteção hoje existentes ao lado de senha e assinatura digital. Além disso, discos como os recentes M-Disc têm vida útil de quase 1.000 anos. Tudo somado, a escolha dos militares, governantes e médicos parece ficar mais clara, não?

No caso das escolas que vêm usando nossas soluções, o caso é outro – um número crescente delas percebe que seus alunos já “nascem multimídia”, e a forma como vêm trabalhando isso em salas de aula é dar às crianças uma ferramenta que permita não só usar – mas saber como criar vídeos e coisas semelhantes. 
Com esse longo exemplo o que pretendi mostrar é que, em alta tecnologia, nem sempre a solução recém-nascida é a melhor. Tirar ideias preconceituosas da mesa de decisões corporativas é um bom passo para “pensar fora da caixa”, uma atitude que as companhias (e as pessoas) precisam valorizar cada vez mais para fazer frente às demandas e desafios colocados pelo cotidiano do século 21.

O bacana disso tudo é ver que a criatividade humana vai sempre um passo além do óbvio, e aquilo que para alguns parece velho é justamente o novo necessário para outros tantos.

*Daniel Benz é Vice Presidente global de Vendas da Nero, sendo responsável pelas vendas comerciais, de licenciamento em volume e online nestas regiões. Em seus quase dez anos de Nero, Benz ocupou diversos cargos ajudando a desenvolver com sucesso novos mercados e canais e gerando lucros reais e consistentes das contas e programas sob sua gestão. Suas responsabilidades anteriores incluem o gerenciamento e a expansão dos canais de vendas Comercial e de Licenciamento de Volume da Nero, além de atividades de Marketing nas regiões do EMEA e da Ásia (próximo ao Japão). Daniel Benz possui Mestrado em Estudos e Cultura Internacionais de Negócios pela Universidade de Passau (Alemanha).

 

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